Além de filtro solar, os dermatologistas recomendam outro cuidado para quem quer ficar no tom do verão: comer cenoura, batata-doce, abóbora, beterraba, mamão papaia, manga, brócolis e espinafre. Eles são ricos em betacaroteno. O nutriente, que confere às frutas a cor amarela e alaranjada nas folhas, ele é camuflado pelo verde da clorofila, é empregado pelo organismo para formar a vitamina A e reforçar a co-loração do bronzeado.
“A substância também ajuda a barrar uma parte dos raios ultravioleta A, responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo câncer de pele”, revela o dermatologista Humberto Ponzio, de Porto Alegre. Para ativar o poder bronzeador, o ideal é ingerir três cenouras diariamente. “O betacaroteno funciona ainda como se tingisse a pele internamente, mesmo na ausência de raios solares”, esclarece o dermatologista José Carlos Greco, de São Paulo.
BETACAROTENO
E os suplementos?
Como não apresentam toxicidade, suplementos de betacaroteno têm sido receitados por alguns profissionais de saúde. “Há pessoas que não conseguem obter a quantidade do nutriente nas refeições”, justifica o médico ortomolecular Fernando Flaquer, de São Paulo. Mas há polêmica: “Alguns estudos mostram que doses muito altas predispõem ao câncer e outros afirmam que, ao contrário, protegem contra essa doença”, diz o médico e nutricionista Fernando Salvador Moreno, da Universidade de São Paulo.
PERIGOS DO EXCESSO DE ALIMENTOS QUE BRONZEIAM
O teste da palma das mãos
Para saber se você está ingerindo grandes quantidades de betacaroteno, observe a palma das mãos. Se ela fica amarelada, é sinal de acúmulo da substância. Para o estoque na pele diminuir e a coloração desaparecer basta interromper a ingestão. “O betacaroteno também tende a se depositar mais em áreas oleosas, como a testa e as costas”, explica Humberto Ponzio.
Suco bronzeador
Ingredientes:
• 1 copo pequeno de suco de laranja
• 1/2 beterraba crua e 1 cenoura média
Modo de fazer:Centrifugue a cenoura e a beterraba e misture ao suco de laranja
Se você quer um tom de pele bonito no verão, consuma os seguintes alimentos um mês antes de lagartear na praia: cenoura, abóbora, manga, espinafre, pimentão, brócolis, couve, melão, mamão papaia, tomate, beterraba e melancia
Cuidado!
Quem tem a pele muito clara deve controlar a dose de betacaroteno. Há o risco de surgir um tom amarelado artificial. Já nas pessoas morenas a coloração produzida pelo nutriente tende para o dourado.
Cuide-se!
Bronye
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Verão e os raios solares
A vida sob raios
Nas últimas décadas, não houve grandes variações no ozônio, na faixa que vai desde o equador até o ponto mais ao sul do Brasil, garante o físico Inácio Malmonge Martin, professor da Universidade Estadual de Campinas. Portanto, apesar do célebre buraco de ozônio, aqui a situação não está assim tão trágica. Isso não quer dizer que dá para se descuidar. Veja por quê:
A RADIAÇÃO SOLAR SE DIVIDE EM QUATRO TIPOS
Ultravioleta A (UVA)♦Vai até a segunda camada da pele, a derme, e estimula o bronzeado.
Ultravioleta B (UVB)♦Para na superfície da pele e a deixa ressecada.
Ultravioleta C (UVC)♦É o mais nocivo e causa tumor porque vai fundo. Mas costuma ser barrado pela camada de ozônio.
Infravermelhos♦Aquecem o corpo e dilatam os vasos.
SALVANDO A PRÓPRIA PELE
A proteção contra os raios solares é essencial.
Infelizmente o sol envelhece e, o que é pior, leva ao câncer. Mas não é por isso que todo mundo vai ficar trancado em casa. Para desfrutar da estação ensolarada, fique de olho no relógio. Fuja dos raios de sol entre 10 e 15 horas (acrescente 60 minutos se estiver no horário de verão). E não deixe de se lambuzar de filtro. Nada de economia. “A camada deve ser espessa”, diz o dermatologista Sérgio Yamada, da Universidade Federal de São Paulo. Os fotoprotetores estão cada vez mais modernos e existem até fórmulas sem perfume para quem tem alergia. Se você dormir na cadeira de praia, os raios ultravioleta podem maltratá-lo. “São eles que danificam o DNA das células, fazendo com que elas se multipliquem de forma desordenada”, explica o cirurgião plástico Rogério Izar, do Hospital do Câncer, em São Paulo. É assim que surge o tumor de pele.
Cuide-se!
Bronye
Nas últimas décadas, não houve grandes variações no ozônio, na faixa que vai desde o equador até o ponto mais ao sul do Brasil, garante o físico Inácio Malmonge Martin, professor da Universidade Estadual de Campinas. Portanto, apesar do célebre buraco de ozônio, aqui a situação não está assim tão trágica. Isso não quer dizer que dá para se descuidar. Veja por quê:
A RADIAÇÃO SOLAR SE DIVIDE EM QUATRO TIPOS
Ultravioleta A (UVA)♦Vai até a segunda camada da pele, a derme, e estimula o bronzeado.
Ultravioleta B (UVB)♦Para na superfície da pele e a deixa ressecada.
Ultravioleta C (UVC)♦É o mais nocivo e causa tumor porque vai fundo. Mas costuma ser barrado pela camada de ozônio.
Infravermelhos♦Aquecem o corpo e dilatam os vasos.
SALVANDO A PRÓPRIA PELE
A proteção contra os raios solares é essencial.
Infelizmente o sol envelhece e, o que é pior, leva ao câncer. Mas não é por isso que todo mundo vai ficar trancado em casa. Para desfrutar da estação ensolarada, fique de olho no relógio. Fuja dos raios de sol entre 10 e 15 horas (acrescente 60 minutos se estiver no horário de verão). E não deixe de se lambuzar de filtro. Nada de economia. “A camada deve ser espessa”, diz o dermatologista Sérgio Yamada, da Universidade Federal de São Paulo. Os fotoprotetores estão cada vez mais modernos e existem até fórmulas sem perfume para quem tem alergia. Se você dormir na cadeira de praia, os raios ultravioleta podem maltratá-lo. “São eles que danificam o DNA das células, fazendo com que elas se multipliquem de forma desordenada”, explica o cirurgião plástico Rogério Izar, do Hospital do Câncer, em São Paulo. É assim que surge o tumor de pele.
Cuide-se!
Bronye
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Curta as férias !
O que você precisa fazer para assegurar um descanso sem sobressaltos e voltar revigorado
Enfim, chegou a hora do seu merecido descanso. Mas, antes de pôr o pé na estrada ou cruzar o check-in do aeroporto para curtir o dolce vita, é bom tomar precauções para evitar surpresas desagradáveis nesse período. Em primeiro lugar, é preciso garantir que irá chegar cheio de energia ao local que escolheu para relaxar e, em segundo, que irá voltar revigorado. “Estamos acostumados a cepas de bactérias e vírus comuns no ambiente em que vivemos,mas ao viajarmos para o exterior,ou mesmo regiões diferentes de nosso país, entramos em contato com tipos diferentes para os quais não desenvolvemos defesas, ficando mais suscetíveis a doenças. Veja algumas dicas para desfrutar de suas férias ,na maior tranquilidade.
Por ar
Uma viagem de avião pode ser uma experiência pouco agradável quando a gente está despreparado.Alguns passageiros referem " dores lancinantes no ouvido.” Isso ocorre na decolagem e na aterrissagem devido à resposta do corpo às mudanças de pressão do ar.
Tem pessoas que sofrem os impactos dessa alteração, e pode resultar em dor, redução da capacidade auditiva e até sangramentos”, explica Thaís Russomano, especialista em medicina aeroespacial. Mascar chiclete ou soprar com o nariz e a boca fechados aliviam o incômodo. Bebês devem mamar nessa hora. Tudo para facilitar a entrada e a saída de ar do ouvido. A baixa umidade também é capaz de ressecar os olhos e a pele. Tenha sempre à mão cremes hidratantes, colírios ou soro fisiológico.
Pelas estradas
Já ouviu falar de enjôo de movimento? É assim que os médicos chamam a indisposição que muitos sentem ao andar de carro. “Percursos longos ou com curvas mexem no labirinto, área do ouvido responsável pela nossa orientação espacial”, diz Arnaldo Lichtenstein, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “É como tirar o chão dos pés, gerando o enjôo.” Essa sensação não tem a ver com a comida ingerida.
• Remédios, só os essenciais
• Leve analgésicos, medicamentos para enjôos e antitérmicos
• Não é necessário carregar uma farmácia inteira na bagagem. “Costumo recomendar apenas analgésicos, remédios para enjôos, antitérmicos e materiais para fazer curativos simples”, afirma o clínico geral Arnaldo Lichtenstein. “Surgindo problemas mais graves, é preciso procurar auxílio médico.” Quem toma regularmente algum medicamento precisa pedir ao médico, antes da viagem, um certificado que especifique o remédio, seu princípio ativo e a quantidade que estará em seu poder. Isso evita transtornos nas inspeções alfandegárias.
Tá quente ou frio?
Dicas para quem vai congelar ou pegar altas temperaturas
• Cercado pela neve
Se você está de malas afiveladas para áreas gélidas, leve soro fisiológico. “Nesses locais, os ambientes são aquecidos por calefação, o que reduz a umidade do ar, ressecando os olhos”, explica o diretor do Banco de Olhos do Hospital São Paulo, Elcio Hideo Sato. Óculos com lentes que barram a ação dos raios ultravioleta são uma boa pedida para quem vai enfrentar neve. “Por ser branca, ela reflete a luz do sol, aumentando sua intensidade”, alerta. Já o ar frio pode irritar as vias aéreas e elas se tornam mais vulneráveis a infecções. “Além disso, as pessoas ficam em lugares fechados, onde há maior risco de contaminação”, diz Jorge Mattar Júnior, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
• Sol, mar e muito, muito calor
Se o seu roteiro inclui paragens quentes, previna-se contra a “diarréia do viajante”. Seus sintomas surgem nos primeiros dias da viagem e ela é causada por vários vírus e bactérias, sobretudo pela Escherichoa coli. “A transmissão se dá pelo consumo de água não tratada ou por comida contaminada, que, no calor, se deteriora mais fácil”, diz Jorge Mattar Júnior. A saída é tomar cuidado com a dieta (leia quadro ao lado). Temperaturas altas também podem causar queda de pressão e desidratação.Para isso só há um remédio: beber muito líquido. “A hidratação ajuda a preencher os vasos que se dilataram com o calor”, explica Lichtenstein.
De olho na alimentação
Prefira as comidas cozidas
Não importa o destino escolhido. Você deve estar atento à qualidade da comida que irá consumir para evitar a intoxicação alimentar. Descarte produtos que estejam expostos ao ar livre, sem refrigeração. “Isso facilita a proliferação de bactérias”, avisa Arnaldo Lichtenstein. Dê preferência a pratos cozidos e a frutas que possam ser descascadas. Os pratos típicos e alimentos produzidos na região são normalmente mais frescos. Não cometa excessos e, caso não esteja acostumado, evite comida gordurosa e carnes, que vão exigir mais do seu corpo na digestão.
O atlas da vacinação
Em 124 países, é exigida a imunização contra febre amarela
Saia de casa prevenido
A Organização Mundial da Saúde exige que o turista se vacine contra a febre amarela para entrar em 124 países onde há riscos de transmissão da doença. Quem viaja para o México, a África, a Austrália, a China ou a Índia, por exemplo, precisa apresentar um certificado de imunização contra esse mal. Oferecendo proteção de quase 100%, a vacina confere imunidade por dez anos, mas deve ser tomada dez dias antes do seu embarque para que o corpo desenvolva anticorpos necessários contra o vírus causador da infecção. Se você vai para algumas regiões do Brasil, como o Centro-Oeste e o Norte, é aconselhável se prevenir contra a doença. Agora, é só fechar as malas e boa viagem!
• As companhias aéreas têm kits de primeiros socorros com poucos remédios. Há ainda estetoscópio, injeções de glicose e adrenalina e luvas cirúrgicas, que só podem ser usados se houver médico a bordo
• Quem tem enjôo pode tomar remédios antes da viagem. Os motoristas devem ficar longe deles, pois causam sonolência
• Preste atenção na qualidade da água. Evite pedir bebidas com gelo. Afinal, não há como garantir que eles foram feitos com critérios de higiene
• Quem usa e depende de óculos para fazer as tarefas do dia-a-dia deve levar um reserva. Se perder ou quebrá-los poderá continuar a viagem sem problemas
• Antes de viajar para o exterior, pegue os endereços das representações do Brasil lá fora.
Cuide-se!
Boas férias e boa viagem.
Bronye
Enfim, chegou a hora do seu merecido descanso. Mas, antes de pôr o pé na estrada ou cruzar o check-in do aeroporto para curtir o dolce vita, é bom tomar precauções para evitar surpresas desagradáveis nesse período. Em primeiro lugar, é preciso garantir que irá chegar cheio de energia ao local que escolheu para relaxar e, em segundo, que irá voltar revigorado. “Estamos acostumados a cepas de bactérias e vírus comuns no ambiente em que vivemos,mas ao viajarmos para o exterior,ou mesmo regiões diferentes de nosso país, entramos em contato com tipos diferentes para os quais não desenvolvemos defesas, ficando mais suscetíveis a doenças. Veja algumas dicas para desfrutar de suas férias ,na maior tranquilidade.
Por ar
Uma viagem de avião pode ser uma experiência pouco agradável quando a gente está despreparado.Alguns passageiros referem " dores lancinantes no ouvido.” Isso ocorre na decolagem e na aterrissagem devido à resposta do corpo às mudanças de pressão do ar.
Tem pessoas que sofrem os impactos dessa alteração, e pode resultar em dor, redução da capacidade auditiva e até sangramentos”, explica Thaís Russomano, especialista em medicina aeroespacial. Mascar chiclete ou soprar com o nariz e a boca fechados aliviam o incômodo. Bebês devem mamar nessa hora. Tudo para facilitar a entrada e a saída de ar do ouvido. A baixa umidade também é capaz de ressecar os olhos e a pele. Tenha sempre à mão cremes hidratantes, colírios ou soro fisiológico.
Pelas estradas
Já ouviu falar de enjôo de movimento? É assim que os médicos chamam a indisposição que muitos sentem ao andar de carro. “Percursos longos ou com curvas mexem no labirinto, área do ouvido responsável pela nossa orientação espacial”, diz Arnaldo Lichtenstein, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. “É como tirar o chão dos pés, gerando o enjôo.” Essa sensação não tem a ver com a comida ingerida.
• Remédios, só os essenciais
• Leve analgésicos, medicamentos para enjôos e antitérmicos
• Não é necessário carregar uma farmácia inteira na bagagem. “Costumo recomendar apenas analgésicos, remédios para enjôos, antitérmicos e materiais para fazer curativos simples”, afirma o clínico geral Arnaldo Lichtenstein. “Surgindo problemas mais graves, é preciso procurar auxílio médico.” Quem toma regularmente algum medicamento precisa pedir ao médico, antes da viagem, um certificado que especifique o remédio, seu princípio ativo e a quantidade que estará em seu poder. Isso evita transtornos nas inspeções alfandegárias.
Tá quente ou frio?
Dicas para quem vai congelar ou pegar altas temperaturas
• Cercado pela neve
Se você está de malas afiveladas para áreas gélidas, leve soro fisiológico. “Nesses locais, os ambientes são aquecidos por calefação, o que reduz a umidade do ar, ressecando os olhos”, explica o diretor do Banco de Olhos do Hospital São Paulo, Elcio Hideo Sato. Óculos com lentes que barram a ação dos raios ultravioleta são uma boa pedida para quem vai enfrentar neve. “Por ser branca, ela reflete a luz do sol, aumentando sua intensidade”, alerta. Já o ar frio pode irritar as vias aéreas e elas se tornam mais vulneráveis a infecções. “Além disso, as pessoas ficam em lugares fechados, onde há maior risco de contaminação”, diz Jorge Mattar Júnior, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
• Sol, mar e muito, muito calor
Se o seu roteiro inclui paragens quentes, previna-se contra a “diarréia do viajante”. Seus sintomas surgem nos primeiros dias da viagem e ela é causada por vários vírus e bactérias, sobretudo pela Escherichoa coli. “A transmissão se dá pelo consumo de água não tratada ou por comida contaminada, que, no calor, se deteriora mais fácil”, diz Jorge Mattar Júnior. A saída é tomar cuidado com a dieta (leia quadro ao lado). Temperaturas altas também podem causar queda de pressão e desidratação.Para isso só há um remédio: beber muito líquido. “A hidratação ajuda a preencher os vasos que se dilataram com o calor”, explica Lichtenstein.
De olho na alimentação
Prefira as comidas cozidas
Não importa o destino escolhido. Você deve estar atento à qualidade da comida que irá consumir para evitar a intoxicação alimentar. Descarte produtos que estejam expostos ao ar livre, sem refrigeração. “Isso facilita a proliferação de bactérias”, avisa Arnaldo Lichtenstein. Dê preferência a pratos cozidos e a frutas que possam ser descascadas. Os pratos típicos e alimentos produzidos na região são normalmente mais frescos. Não cometa excessos e, caso não esteja acostumado, evite comida gordurosa e carnes, que vão exigir mais do seu corpo na digestão.
O atlas da vacinação
Em 124 países, é exigida a imunização contra febre amarela
Saia de casa prevenido
A Organização Mundial da Saúde exige que o turista se vacine contra a febre amarela para entrar em 124 países onde há riscos de transmissão da doença. Quem viaja para o México, a África, a Austrália, a China ou a Índia, por exemplo, precisa apresentar um certificado de imunização contra esse mal. Oferecendo proteção de quase 100%, a vacina confere imunidade por dez anos, mas deve ser tomada dez dias antes do seu embarque para que o corpo desenvolva anticorpos necessários contra o vírus causador da infecção. Se você vai para algumas regiões do Brasil, como o Centro-Oeste e o Norte, é aconselhável se prevenir contra a doença. Agora, é só fechar as malas e boa viagem!
• As companhias aéreas têm kits de primeiros socorros com poucos remédios. Há ainda estetoscópio, injeções de glicose e adrenalina e luvas cirúrgicas, que só podem ser usados se houver médico a bordo
• Quem tem enjôo pode tomar remédios antes da viagem. Os motoristas devem ficar longe deles, pois causam sonolência
• Preste atenção na qualidade da água. Evite pedir bebidas com gelo. Afinal, não há como garantir que eles foram feitos com critérios de higiene
• Quem usa e depende de óculos para fazer as tarefas do dia-a-dia deve levar um reserva. Se perder ou quebrá-los poderá continuar a viagem sem problemas
• Antes de viajar para o exterior, pegue os endereços das representações do Brasil lá fora.
Cuide-se!
Boas férias e boa viagem.
Bronye
domingo, 20 de dezembro de 2009
Cerveja liberada?Sim ou não?

Ela é uma das bebidas mais consumidas no planeta e, entre nós, se tornou uma verdadeira paixão nacional. Escura ou clara: não importa a coloração. O fato é que seus goles podem ser pra lá de benéficos, como revela um estudo fresquíssimo
por Fábio de Oliveira e Paula Desgualdo -Revista Saúde
Muita gente deve ter espumado de alegria, sobretudo os apreciadores de uma "loira gelada "— e são muitos! Cientistas da Universidade de Granada e do Conselho Superior de Investigações Científicas da Espanha liberaram o consumo de cerveja para atletas. E isso está longe de ser aquele tipo de conversa jogada fora na mesa de um botequim. Os pesquisadores espanhóis recrutaram 16 homens saudáveis, com idade entre 20 e 30 anos. Todos praticavam atividade física regularmente e a silhueta de nenhum deles denunciava a protuberância de uma barriga de chope. Essa moçada teve de suar a camisa durante 60 minutos correndo em uma esteira sob uma temperatura ambiente de 35 °C. A suadeira rolou solta em duas ocasiões, com um intervalo de três semanas entre cada uma delas. Concluída uma das provas, os participantes mataram a sede com água na quantidade desejada.
Numa outra, se reidrataram basicamente com 660 mililitros de cerveja, quase o equivalente a uma garrafa grande no Brasil. Antes, logo após e cerca de duas horas depois do exercício, o time hispânico analisou uma série de parâmetros, como o nível de hidratação, que poderiam ser influenciados pelo álcool da bebida — ora, sabe-se que essa substância faz o corpo eliminar líquidos. E não é que a "breja", apelido carinhoso que os paulistanos deram à opção mais pedida em dez entre dez bares brasileiros, desceu redondo? Os cientistas constataram que ela foi capaz de restabelecer as perdas hídricas de maneira tão eficiente quanto a água e sem nenhum prejuízo aparente. Em outras palavras, a cervejinha é uma boa maneira de hidratar o organismo após o exercício físico. “Uma lata de 356 mililitros contém 326 de água”, justifica Antonio Carlos L. Campos, professor de nutrição da Universidade Federal do Paraná. Mas é preciso ressaltar, e os estudiosos espanhóis fizeram questão disso, que o consumo deve ser moderado . “A recomendação diária seria de duas a três latas para os homens e de uma a duas para as mulheres”, contabiliza Juan Ramon Barbany Cairo, professor de fisiologia do exercício da Universidade de Barcelona, que participou do simpósio Cerveja, Esporte e Saúde, no qual foi apresentado o trabalho espanhol. Mas nem todo mundo engole essa história de cerveja liberada. É o caso de José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva. “Ela não traz nenhum benefício para atletas ou praticantes de atividade física”, sentencia. “Para exercícios com duração acima de uma hora, é importante a reposição de água, carboidratos e eletrólitos, substâncias encontradas em bebidas isotônicas.” E, para atividades de intensidade moderada a alta, com até 60 minutos de duração, o especialista não titubeia em recomendar aquela fórmula conhecida de todos: H2O. Querelas à parte, o que se sabe é que a cerveja não é só água, não. “Ela é altamente nutritiva”, diz Antonio Carlos L. Campos. “Além de ser fonte de energia e proteínas, é rica em vitamina B, sais minerais e antioxidantes.” Por falar nisso, a bebida está repleta de flavonoides, poderosos agentes antirradicais livres, moléculas danosas acusadas de semear doenças diversas. Essa substância está por trás da boa fama que o vinho ganhou nos últimos anos, especialmente no quesito prevenção de males cardiovasculares. “Numa dieta rica em carne branca, frutas e verduras, os benefícios da cerveja são semelhantes aos do vinho”, diz o espanhol Cairo. E vitaminada é um adjetivo que lhe cai bem. A bebida é um manancial de folato, a outra alcunha do ácido fólico, nutriente capaz de prevenir tumores no cólon, na bexiga e nos pulmões, além de afastar a anemia. Tamanho atributo nutricional se justifica: é que o lúpulo e o malte, ingredientes da fórmula dessa preferência nacional, contêm doses generosas de folato. Há um senão: o álcool poderia dificultar a absorção da vitamina. Quanto, ainda não se sabe. Mas, para não estragar a festa, o melhor é fazer um brinde à sua saúde!
Cuide-se!
Beba com moderação.
Bronye
domingo, 13 de dezembro de 2009
Presenterapia
Símbolo de afeto, o presente ajuda a expressar sentimentos. E dar uma lembrança, está provado, ativa no cérebro as áreas ligadas a mecanismos de recompensa. Por isso, o gesto fala
por FABIANA PARAJARA
Fala direto ao coração e... traz prazer. Pesquisadores da Universidade do Sul da Dinamarca comprovaram algo que o filósofo Sêneca, contemporâneo de Jesus Cristo, já dizia há mais de 2 mil anos: “Muitas vezes, uma pequena oferta produz grandes efeitos”. Por meio de ressonância magnética, eles descobriram que a mera imagem de um embrulho bonito já desencadeia um turbilhão de reações cerebrais. O estudo, publicado na conceituada revista inglesa New Scientist, revela que a visão do pacote aciona áreas de comunicação verbal, como o giro fusiforme esquerdo, usado na leitura, e o córtex frontal inferior, responsável por dar significado às coisas. Para psiquiatras e psicólogos, esse é o retrato do afeto na massa cinzenta. “Presentear faz parte da natureza humana e é um gesto que dá tanto sensação de bem-estar a quem dá como a quem recebe”, diz a psicóloga Maria Cristina Dotto, da Universidade de São Paulo. O curioso: as respostas cerebrais são mais intensas quanto maior for a proximidade do objeto ofertado com símbolos de carinho. “Dessa maneira, uma rosa pode fazer muito mais efeito no cérebro do que um carro último tipo”, explica a psicóloga. Para o neurocientista Jorge Moll, coordenador do Centro de Neurociências da Rede Labs-D’Or, no Rio de Janeiro, os presentes fazem parte da história da evolução humana. “Nós desenvolvemos comportamentos pró-sociais, isto é, que demonstram características de cooperação social e reciprocidade, para aumentar as chances de sobrevivência da espécie.” Para muitos especialistas, isso justificaria as reações de prazer observadas no cérebro. Não é pelo fato de o hábito de presentear estar relacionado a sensações positivas que se deve cair na tentação de banalizá-lo. O psiquiatra Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental na Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, opina: “A recompensa material permanente, como a daqueles brinquedos mais baratos comprados por qualquer motivo, estimulam o prazer imediato e o materialismo, o que nunca é bom”. Segundo ele, no mundo moderno, o pacote bonito bem que poderia ser substituído por tempo. “É preciso arranjar alguns momentos para estar ao lado de quem a gente ama. Abraçar e beijar os filhos, dizer quanto eles são importantes não deixa de ser uma maneira de presentear e ser presenteado — com pacotes de carinho.” Fique claro: o que os cientistas dinamarqueses enxergaram como reação a embrulhos coloridos na verdade também aparece em outras manifestações que têm como pano de fundo a generosidade — o saber dar e o saber receber. “Há experiências mostrando respostas cerebrais muito parecidas em quem realiza trabalhos voluntários”, lembra Jorge Moll. “O engajamento em causas sociais, quando o indivíduo consegue doar um pouco de si mesmo, está relacionado não apenas ao bem-estar psicológico como ao próprio aumento da longevidade.” Em grande parte, isso acontece porque há uma redução do estresse quando o cérebro vivencia essas reações de recompensa. E, afinal, quem vive mais estressado tende a apresentar uma série de problemas de saúde. Jorge Moll está entre os pesquisadores que já mapearam os efeitos da generosidade no cérebro. “Em nosso estudo, trabalhamos apenas com doações anônimas, ou seja, com gente que não pretendia impressionar a pessoa presenteada para ganhar em troca qualquer coisa, como reputação ou prestígio.” Junto com uma equipe de cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde, em Bethesda, nos Estados Unidos, ele demonstrou que as doações fizeram o córtex subgenual, muito ligado a sentimentos tão prazerosos quanto o da mãe que olha amorosamente para o seu bebê, funcionar intensamente. Então, ciente disso tudo, aproveite esta época do ano: conecte-se com as sensações de alegria e realização embutidos no presente escolhido com carinho. Ele é a sua forma particular de dizer o que sente pelos outros.
Cuide-se!
Bronye
por FABIANA PARAJARA
Fala direto ao coração e... traz prazer. Pesquisadores da Universidade do Sul da Dinamarca comprovaram algo que o filósofo Sêneca, contemporâneo de Jesus Cristo, já dizia há mais de 2 mil anos: “Muitas vezes, uma pequena oferta produz grandes efeitos”. Por meio de ressonância magnética, eles descobriram que a mera imagem de um embrulho bonito já desencadeia um turbilhão de reações cerebrais. O estudo, publicado na conceituada revista inglesa New Scientist, revela que a visão do pacote aciona áreas de comunicação verbal, como o giro fusiforme esquerdo, usado na leitura, e o córtex frontal inferior, responsável por dar significado às coisas. Para psiquiatras e psicólogos, esse é o retrato do afeto na massa cinzenta. “Presentear faz parte da natureza humana e é um gesto que dá tanto sensação de bem-estar a quem dá como a quem recebe”, diz a psicóloga Maria Cristina Dotto, da Universidade de São Paulo. O curioso: as respostas cerebrais são mais intensas quanto maior for a proximidade do objeto ofertado com símbolos de carinho. “Dessa maneira, uma rosa pode fazer muito mais efeito no cérebro do que um carro último tipo”, explica a psicóloga. Para o neurocientista Jorge Moll, coordenador do Centro de Neurociências da Rede Labs-D’Or, no Rio de Janeiro, os presentes fazem parte da história da evolução humana. “Nós desenvolvemos comportamentos pró-sociais, isto é, que demonstram características de cooperação social e reciprocidade, para aumentar as chances de sobrevivência da espécie.” Para muitos especialistas, isso justificaria as reações de prazer observadas no cérebro. Não é pelo fato de o hábito de presentear estar relacionado a sensações positivas que se deve cair na tentação de banalizá-lo. O psiquiatra Geraldo Possendoro, professor de medicina comportamental na Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp, opina: “A recompensa material permanente, como a daqueles brinquedos mais baratos comprados por qualquer motivo, estimulam o prazer imediato e o materialismo, o que nunca é bom”. Segundo ele, no mundo moderno, o pacote bonito bem que poderia ser substituído por tempo. “É preciso arranjar alguns momentos para estar ao lado de quem a gente ama. Abraçar e beijar os filhos, dizer quanto eles são importantes não deixa de ser uma maneira de presentear e ser presenteado — com pacotes de carinho.” Fique claro: o que os cientistas dinamarqueses enxergaram como reação a embrulhos coloridos na verdade também aparece em outras manifestações que têm como pano de fundo a generosidade — o saber dar e o saber receber. “Há experiências mostrando respostas cerebrais muito parecidas em quem realiza trabalhos voluntários”, lembra Jorge Moll. “O engajamento em causas sociais, quando o indivíduo consegue doar um pouco de si mesmo, está relacionado não apenas ao bem-estar psicológico como ao próprio aumento da longevidade.” Em grande parte, isso acontece porque há uma redução do estresse quando o cérebro vivencia essas reações de recompensa. E, afinal, quem vive mais estressado tende a apresentar uma série de problemas de saúde. Jorge Moll está entre os pesquisadores que já mapearam os efeitos da generosidade no cérebro. “Em nosso estudo, trabalhamos apenas com doações anônimas, ou seja, com gente que não pretendia impressionar a pessoa presenteada para ganhar em troca qualquer coisa, como reputação ou prestígio.” Junto com uma equipe de cientistas dos Institutos Nacionais de Saúde, em Bethesda, nos Estados Unidos, ele demonstrou que as doações fizeram o córtex subgenual, muito ligado a sentimentos tão prazerosos quanto o da mãe que olha amorosamente para o seu bebê, funcionar intensamente. Então, ciente disso tudo, aproveite esta época do ano: conecte-se com as sensações de alegria e realização embutidos no presente escolhido com carinho. Ele é a sua forma particular de dizer o que sente pelos outros.
Cuide-se!
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