domingo, 7 de março de 2010

Caminho do meio


Poema de Lao Tse






Poema # 28


Aquele que conhece sua masculinidade,
e mesmo assim mantém sua feminilidade,
torna-se ravina no mundo.
Por isso,a vida eterna não o abandona,
ele torna-se criança outra vez.

Aquele que conhece o branco
e ainda assima conserva o negro,
torna-se exemplo para o mundo.
Sua eterna virtude torna-se infalível,
ele retorna ao infinito.

Aquele que,ao conhecer a glória,
está consciente do ocaso,
torna-se o vale do mundo.
Sendo o vale do mundo,
sua eterna virtude é o bastante,
e ele volta ao estado de madeira virgem
que será cortada e usada em instrumentos.


Sábios que utilizam essas ferramentas
tornam-se senhores dos servos.
O Senhor supremo usa a madeira sem cortá-la.

Cuide-se!
Bronye

sexta-feira, 5 de março de 2010

Comer compulsivo

cont.



Características
- Episódios de ingestão exagerada de alimentos

- Comer mesmo sem ter fome

- Dietas frequentes

- Sensação de incapacidade de parar de comer voluntariamente

- Flutuação do peso

- Humor deprimido

- Comer em segredo por sentimento de vergonha e culpa.

- Obesidade

- Baixa auto-estima

- Comer para lidar com problemas emocionais



Complicações Médicas
- Pressão alta

- Aumento do colesterol

- Diabete

- Complicações cardíacas



Causas
As causas deste transtorno são desconhecidas. Em torno de 50% das pessoas têm uma história de depressão. Se a depressão é causa ou efeito do transtorno, ainda não está bem claro. Muitas pessoas relatam que a raiva, a tristeza, o tédio, a ansiedade e outros sentimentos negativos podem desencadear os episódios de comilança. Embora ainda não esteja claro o papel das dietas nestes quadros, sabe-se que, em muitos casos, os regimes excessivamente restritivos podem piorar ou desencadear o transtorno.



Como se trata?
O transtorno do comer compulsivo desenvolve-se a partir da interação de diversos fatores predisponentes biológicos, familiares, sócio-culturais e individuais. O seu tratamento exige uma abordagem multidisciplinar que inclui um psiquiatra, um endocrinologista, uma nutricionista e um psicólogo. O objetivo do tratamento é o controle dos episódios de comer compulsivo através de técnicas cognitivo-comportamentais e de um acompanhamento nutricional para restabelecer um hábito alimentar mais saudável.A psicoterapia cognitiva-comportamental pode ajudar o paciente a lidar com questões emocionais subjacentes. O acompanhamento clínico faz-se necessário pelos riscos clínicos da obesidade. As medicações antidepressivas têm se mostrado eficazes para diminuir os episódios de compulsão alimentar e os sintomas depressivos.



Fonte: http://www.psicobesidade.com.br/



Cuide-se!

Bronye

terça-feira, 2 de março de 2010

Transtorno do comer compulsivo -TCC

É também conhecido como Compulsão Alimentar Periódica (CAP).
Quem sofre do TCC apresenta ataques bulímicos, que são caracterizados por um grande consumo de alimentos (muito mais do que a pessoa comeria regularmente) em pouco tempo. Porém, a pessoa não apresenta os comportamentos compensatórios inadequados característicos da Bulimia Nervosa (como o uso regular de vômito ou abuso de exercícios, laxantes e diuréticos), apesar do grande desconforto gerado pelas crises de compulsão (crises bulímicas). Geralmente, por vergonha, as pessoas procuram esconder os ataques mantendo um comportamento alimentar controlado em público. Durante os ataques, também privilegiam alimentos evitados quando em dieta, experimentam diminuição do controle sobre o comportamento alimentar e, mesmo sem fome, só param de comer quando se sentem desconfortavelmente “empanturrados”.
Essa crise se caracteriza pelo consumo, em um período limitado de tempo, (p. ex., mais ou menos 2 horas) de uma quantidade de alimentos muito maior do que a maioria das pessoas consumiria durante um período similar e sob circunstâncias similares.
Ocorre um sentimento de falta de controle sobre o comportamento alimentar durante o episódio (p. ex., um sentimento de incapacidade de parar de comer ou de controlar o tipo e a quantidade de alimento).
A auto-imagem é indevidamente influenciada pela forma e pelo peso do corpo. Mesmo que, em alguns casos, a pessoa não seja obesa, o fato de haver esse descontrole faz com que a pessoa acabe por abalar sua auto-estima, ou seja, acabe por achar-se gorda ou feia.Um sofrimento acentuado inclui sentimentos desagradáveis durante e após as crises, bem como preocupações acerca do efeito a longo prazo das repetidas crises sobre o peso e a forma do corpo.Às vezes, as crises são ativadas por um humor disfórico, tal como depressão e ansiedade. Outras vezes, as pessoas são incapazes de identificar algo que inicie a crise, mas podem relatar um sentimento de tensão, que é aliviado pela hiperfagia (grande consumo de alimentos).
A maioria das pessoas que apresentam o TCC tem um histórico de repetidas tentativas de fazer dietas e sentem-se desesperadas acerca da sua dificuldade de controle da ingestão de alimentos.Atualmente, a Terapia Cognitivo-Comportamental tem se mostrado como uma das modalidades psicoterápicas mais eficazes no tratamento do Transtorno do Comer Compulsivo. O tratamento baseia-se na utilização de técnicas cognitivas e comportamentais, dentre as quais estão a técnica da distração, o relaxamento, a elaboração de estratégias para enfrentamento das crises, o emprego de vantagens e desvantagens, o monitoramento e o uso de registro de pensamentos disfuncionais.

Autor/ FonteVanessa Janiaque BeckFormanda em Psicologia - UNISINOS
vanessa.psico@terra.com.br /
Site médico

Cuide-se!
Bronye

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Transtorno afetivo bipolar

O que é?

O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada.

Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.

A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro.

O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

Características

O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas.

Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.

Tipos

Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas.

Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.


Cuide-se!
Bronye


Transtorno bipolar

O transtorno bipolar é um distúrbio caracterizado pela alternância de humor, que surge, em geral, no fim da adolescência ou no início da vida adulta.

O paciente intercala períodos de extrema euforia, outros de grande depressão e fases de normalidade. Com o passar dos anos, os episódios passam a ter intervalos cada vez menores. Há ainda casos em que o indivíduo apresenta apenas um episódio durante toda a vida.

A principal característica da bipolaridade, presente nos momentos de euforia, é a elevação espontânea do humor. O professor de Psiquiatria e Bioquímica da PUC-RS dr. Diogo Lara informa que o indivíduo fica com muita energia, confiança e sensação de poder, podendo cometer excessos em compras ou em busca de prazer. "O pensamento acelera e a pessoa fica expansiva, desinibida e às vezes irritável, agressiva ou prepotente.

Essa alteração do humor pode chegar a extremos de grande exposição a riscos". O especialista alerta que muitos cometem atos impulsivos e inconseqüentes. Existem alguns que não percebem que tal comportamento é decorrente de uma alteração de humor. "Fases depressivas, em geral com excesso de sono, também são comuns e se alternam com outras de humor exaltado".

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

É muito difícil para o paciente perceber sozinho que seus períodos de excitação e euforia são uma alteração. Eles só procuram tratamento em fases depressivas, ou chegam a emergências psiquiátricas por fases eufóricas intensas.

Segundo dr. Diogo, nos pacientes com bipolaridade leve, a confusão para o diagnóstico é ainda maior. "A predominância de euforias leves pode ser diagnosticada como déficit de atenção e hiperatividade. O uso de medicação sem orientação médica também dificulta a identificação do problema".

Quando o paciente procura auxílio médico especializado e o diagnóstico é confirmado, o tratamento é indicado apenas se a alteração do humor prejudica de forma objetiva ou subjetiva. "Os remédios são eficazes, chamam estabilizadores de humor.

Os mais modernos são eficazes para os dois pólos do transtorno, outros funcionam melhor nas fases depressivas, embora não se tratem de antidepressivos". O tratamento não deve ser interrompido, salvo por orientação médica.

Por esse motivo, o especialista alerta sobre a importância da participação não apenas do paciente, mas também de seus familiares. "É relevante que todos conheçam bem as características do transtorno para controlá-lo melhor e para que o tratamento não seja interrompido, o que fatalmente levará a novos episódios de euforia e depressão".

Cuide-se!
Bronye


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Poema de Lao Tse

Poema # 27



Um bom caminhante não deixa rastros.

Um bom orador não deixa imperfeição para crítica.

Um bom calculador não necessita de ábaco.

Um bom guardião não necessita de chave,e

ninguém consegue abrir o que ele fecha.

Um bom atador não necessita de corda,e

ninguém consegue desatar o que ele atou.



A seu modo silencioso e sutil,o sábio

está sempre pronto para salvar pessoas,

sem menosprezar ninguém.

É sempre hábil para alvar coisas,

não restando nada para ser salvo.

Isto chama "irradiar luz".

O homem bom é mestre do mau,

e o mau é objeto de estudo para o bom.



Aquele que não honra seu mestre

e não ama seus objetos de estudo,

apesar de todo seu conhecimento

está propenso ao erro.



Este é o grande segredo.



Cuide-se!

Com carinho,

Bronye