terça-feira, 13 de abril de 2010

CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA

PREÂMBULO

I – O presente Código de Ética Médica contém as normas que devem ser seguidas pelos médicos no exercício de sua profissão, inclusive no exercício de atividades relativas ao ensino, à pesquisa e à administração de serviços de saúde, bem como no exercício de quaisquer outras atividades em que se utilize o conhecimento advindo do estudo da Medicina.

II - As organizações de prestação de serviços médicos estão sujeitas às normas deste Código.

III - Para o exercício da Medicina, impõe-se a inscrição no Conselho Regional do respectivo estado, território ou Distrito Federal.

IV - A fim de garantir o acatamento e a cabal execução deste Código, o médico comunicará ao Conselho Regional de Medicina, com discrição e fundamento, fatos de que tenha conhecimento e que caracterizem possível infração do presente Código e das demais normas que regulam o exercício da Medicina.

V - A fiscalização do cumprimento das normas estabelecidas neste Código é atribuição dos Conselhos de Medicina, das comissões de ética e dos médicos em geral.

VI - Este Código de Ética Médica é composto de 25 princípios fundamentais do exercício da Medicina, 10 normas diceológicas, 118 normas deontológicas e cinco disposições gerais. A transgressão das normas deontológicas sujeitará os infratores às penas disciplinares previstas em lei.



Capítulo I



PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS



I - A Medicina é uma profissão a serviço da saúde do ser humano e da coletividade e será exercida sem discriminação de nenhuma natureza.

II - O alvo de toda a atenção do médico é a saúde do ser humano, em benefício da qual deverá agir com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional.



III - Para exercer a Medicina com honra e dignidade, o médico necessita ter boas condições de trabalho e ser remunerado de forma justa.



IV - Ao médico cabe zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina, bem como pelo prestígio e bom conceito da profissão.



V - Compete ao médico aprimorar continuamente seus conhecimentos e usar o melhor do progresso científico em benefício do paciente.



VI - O médico guardará absoluto respeito pelo ser humano e atuará sempre em seu benefício. Jamais utilizará seus conhecimentos para causar sofrimento físico ou moral, para o extermínio do ser humano ou para permitir e acobertar tentativa contra sua dignidade e integridade.



VII - O médico exercerá sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames de sua consciência ou a quem não deseje, excetuadas as situações de ausência de outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou quando sua recusa possa trazer danos à saúde do paciente.



VIII - O médico não pode, em nenhuma circunstância ou sob nenhum pretexto, renunciar à sua liberdade profissional, nem permitir quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho.



IX - A Medicina não pode, em nenhuma circunstância ou forma, ser exercida como comércio.

X - O trabalho do médico não pode ser explorado por terceiros com objetivos de lucro, finalidade política ou religiosa.



XI - O médico guardará sigilo a respeito das informações de que detenha conhecimento no desempenho de suas funções, com exceção dos casos previstos em lei.



XII - O médico empenhar-se-á pela melhor adequação do trabalho ao ser humano, pela eliminação e controle dos riscos à saúde inerentes às atividades laborais.



XIII - O médico comunicará às autoridades competentes quaisquer formas de deterioração do ecossistema, prejudiciais à saúde e à vida.



XIV - O médico empenhar-se-á em melhorar os padrões dos serviços médicos e em assumir sua responsabilidade em relação à saúde pública, à educação sanitária e à legislação referente à saúde.



XV - O médico será solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional, seja por remuneração digna e justa seja por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Medicina e seu aprimoramento técnico-científico.



XVI - Nenhuma disposição estatutária ou regimental de hospital ou de instituição, pública ou privada, limitará a escolha, pelo médico, dos meios cientificamente reconhecidos a serem praticados para o estabelecimento do diagnóstico e da execução do tratamento, salvo quando em benefício do paciente.



XVII - As relações do médico com os demais profissionais devem basear-se no respeito mútuo, na liberdade e na independência de cada um, buscando sempre o interesse e o bem-estar do paciente.



XVIII - O médico terá, para com os colegas, respeito, consideração e solidariedade, sem se eximir de denunciar atos que contrariem os postulados éticos. XIX - O médico se responsabilizará, em caráter pessoal e nunca presumido, pelos seus atos profissionais, resultantes de relação particular de confiança e executados com diligência, competência e prudência.



XX - A natureza personalíssima da atuação profissional do médico não caracteriza relação de consumo.



XXI - No processo de tomada de decisões profissionais, de acordo com seus ditames de consciência e as previsões legais, o médico aceitará as escolhas de seus pacientes, relativas aos procedimentos diagnósticos e terapêuticos por eles expressos, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas.



XXII - Nas situações clínicas irreversíveis e terminais, o médico evitará a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos desnecessários e propiciará aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados.



XXIII - Quando envolvido na produção de conhecimento científico, o médico agirá com isenção e independência, visando ao maior benefício para os pacientes e a sociedade.



XXIV - Sempre que participar de pesquisas envolvendo seres humanos ou qualquer animal, o médico respeitará as normas éticas nacionais, bem como protegerá a vulnerabilidade dos sujeitos da pesquisa.



XXV - Na aplicação dos conhecimentos criados pelas novas tecnologias, considerando-se suas repercussões tanto nas gerações presentes quanto nas futuras, o médico zelará para que as pessoas não sejam discriminadas por nenhuma razão vinculada a herança genética, protegendo-as em sua dignidade, identidade e integridade.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O que acontece no corpo dos meninos na adolescência



Conheça as trasformações que ocorrem a partir dos 10 anos


1_ Largada da puberdade

Por volta dos 10 anos, o hipotálamo, lá no cérebro, começa a liberar um hormônio chamado gonadotrofi na (GnRH), que viaja até a hipófise, uma glândula também localizada na cachola. Ali são fabricados dois hormônios: o luteinizante (LH) e o folículo-estimulante (FSH). Eles ativam a produção da testosterona nos testículos.


2_A voz fica mais grave

A testosterona provoca o aumento da cartilagem da laringe, onde se encontram as pregas vocais — elas então podem se alongar em até 1 centímetro. Como a voz se origina da vibração dessas pregas, quando ficam maiores, há mudanças de tom, que fica mais grave.


3_ Pelos

Também por causa da testosterona, que é produzida nos testículos e nas glândulas suprarrenais, os folículos pilosos são estimulados. Dessa forma, pelos surgem nas axilas, no rosto, no peito, no abdômen e na região pubiana.


4-Acne

A testosterona estimula ainda as glândulas sebáceas, que secretam a gordura natural da pele. Esse sebo pode se acumular nos poros, servindo de alimento para bactérias e provocando uma inflamação com pus — surgem as espinhas.


5_Músculos

Nessa fase, os meninos chegam a praticamente zerar seus depósitos de gordura no corpo. Em compensação, ganham mais músculos e peso. A testosterona, juntamente com o GH, o hormônio do crescimento, faz com que as células das fibras musculares cresçam e se multipliquem.


6_Testículos

O crescimento deles é uma das primeiras mudanças no corpo dos meninos durante a puberdade. Na infância, os testículos apresentam um volume entre 1 e 2 mililitros. Depois, quando disparam a produção de espermatozoides, chegam a 4 mililitros ou mais. Os garotos têm, assim, a primeira ejaculação.


7_Pênis

Ele se desenvolve logo depois do crescimento inicial dos testículos. A idade exata em que isso ocorre varia de garoto para garoto. O pênis primeiro aumenta em comprimento e, depois, em largura — sobretudo a glande, a cabeça desse órgão.


8_Novos odores

Os hormônios sexuais estimulam as glândulas sudorípadas. Daí, elas passam a fabricar mais suor, alimento rico para bactérias, que se proliferam nas axilas e nos pés. Essas regiões, então, exalam cheiros desagradáveis — o quadro só tende a piorar quando existem muitos pelos por ali.


9_Estirão

Na infância, a velocidade de crescimento dos meninos é de 5 a 7 centímetros por ano. Na adolescência, chega a 12 centímetros por ano. A ação dos hormônios sexuais, que provoca a multiplicação de células, se soma à do GH, que é produzido na hipófi se e está por trás de uma maior síntese de proteínas nas células. É por isso que a garotada dá aquela estirada.


10_Os estágios da puberdade

Para determinar esse período de transição entre a infância e a adolescência, os médicos usam os índices de Tanner, uma classificação por níveis de desenvolvimento.

G1 é o estágio em que testículos e escroto têm proporções infantis.

No G2 há um aumento inicial dos testículos para 4 mililitros.

Só no G3 há um crescimento do pênis em comprimento.

No G4 seu diâmetro aumenta, principalmente na glande.

O G5 é o estágio final, quando o corpo do garoto já ganhou feições adultas.


Vale um adendo: meninos com idade semelhante podem se encontrar em níveis de desenvolvimento diferentes.



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Criança que vai mal na escola

Ferro faz bem para o cérebro das crianças


Quando o mineral está em baixa no organismo, o cérebro da garotada não se desenvolve como deveria. Daí, aprender o bê-á-bá fica mesmo muito mais difícil

por Paula Desgualdo-Revista Saúde

Reconhecer cores, contar uma história com começo, meio e fim, compreender o que os outros falam, deduzir ordens de grandeza — tudo isso faz parte do desenvolvimento nervoso de uma criança. E o sucesso dessas tarefas, que equivocadamente parecem tão simples aos olhos de um adulto, tem tudo a ver com aquilo que os pequenos comem.

“Sem uma alimentação adequada, capaz de garantir o aporte de nutrientes como ferro, o foco e a concentração ficam comprometidos. Daí é mais difícil armazenar novas memórias”, explica a pesquisadora em desenvolvimento humano Elvira Souza Lima, consultora internacional em neurociência e educação de várias instituições de renome.

Um estudo que acaba de ser publicado na Revista Paulista de Pediatria mostra que meninos e meninas com anemia por falta de ferro apresentam problemas de desempenho cognitivo — principalmente na área da linguagem. Ou seja, fica atrás no aprendizado quem está com baixos níveis de hemoglobina — a proteína dos glóbulos vermelhos do sangue que é feita do mineral e que transporta oxigênio. “Analisamos crianças com idade entre 2 e 6 anos”, conta a autora, Juliana Nunes, professora de fonoaudiologia do centro de ensino Fead, em Belo Horizonte. “Nessa fase, a anemia pode provocar graves danos ao cérebro”, acrescenta.

Segundo o Ministério da Saúde, uma em cada cinco crianças brasileiras de todas as classes sociais sofre da doença. Alguns especialistas acham que esse número seja até três vezes maior. “Em geral, o problema é provocado pela falta de ferro no prato”, afirma a pediatra Fernanda Ceragioli Oliveira, da Sociedade de Pediatria de São Paulo. Esse mineral não só entra na receita da hemoglobina como participa da produção de enzimas que ajudam a manter as células cerebrais, os neurônios, sempre ligadas. Sem contar que é importantíssimo para as defesas do corpo.

A atenção deve começar no nascimento
Bebês prematuros requerem sempre um cuidado especial. “Isso porque a estocagem de ferro é feita nos três últimos meses de gestação”, justifica Naylor Oliveira, pediatra e nutrólogo da Sociedade Brasileira de Pediatria. Mas até mesmo crianças aparentemente saudáveis, rechonchudas e coradas podem ser acometidas pelo problema mais tarde. Por isso, não dá para relaxar com a alimentação, confiando apenas nas aparências, nem deixar de seguir as orientações do médico. Para não faltar ferro, é essencial que a dieta infantil inclua carne. Só ela fornece um tipo do mineral, o heme, que é mais bem aproveitado pelo organismo. No caso, as mais ricas são a de boi, de frango e de peixe, nessa ordem. Feijão e outros grãos, além de verduras como couve e rúcula, também carregam o nutriente, mas, para ele ser bem absorvido, necessita do empurrão de fontes de vitamina C, como o suco de laranja. “A verdade é que a criança precisa de um cardápio variado”, lembra Fernanda. Então, combinamos assim: aposente as guloseimas e invista em frutas, verduras, legumes, cereais e, claro, carne. O cérebro do seu filho agradece. E ele, com a desenvoltura de quem se dá bem no território da linguagem, também saberá como agradecer.

Cuide-se!
Com carinho,
Bronye

terça-feira, 6 de abril de 2010

Dia Mundial da saúde 2010-OMS

OMS Saúde 2010

Dia Mundial da Sáude é comemorado em 7 de abril ,data da fundação da OMS.
È escolhido uma tema-chave da saúde global e organiza eventos internacionais,regionais e locais
no dia durante todo o ano para destacar a área selecionada.
Dia Mundial da súde 2010 incidirá sobre urbanização e saúde.O tema foi escolhido em reconhecimento pelo efeito que a urbanização tem em nossa saúde coletiva globalmente e em cada um de nós individualmente.

Os temas que serão abordados no Dia Mundial da Saúde para 2010
_ Vida saudável
_Como anda a saúde no Brasil
_AIDS é coisa séria !
_Outras doenças sexualmente trasnmissíveis
_Com obesidade não se brinca
_Jovens mães

O movimento neste ano de 2010
>Em 11 de abril de 2010,fechar ruas para tráfego de veículos e promover atividades para a saúde
>Meta de 1000 cidades espalhadas no Mundo todo.

Prêmio Promotor de saúde urbana
.Pessoas em geral podem enviar videos.Em seis línguas.Vencedor assistirá o ato inaugural do Dia Mundial de Saúde.
Tudo isso para não esquecermos do movimento que mais traz saúde para todos.
Participe !
Conheça as datas do eventos na sua cidade,eventos esses internacionais na área da saúde,programe sua participação ou crie sua atividade.
Faça sua parte,contribua com a saúde.

Saúde para todos nós !

Cuide-se!
Bronye

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Doenças autoimune-Lúpus , esclerose múltipla,...

Novas descobertas sobre as doenças autoimune


O que a ciência tem revelado sobre males como lúpus e esclerose múltipla
por Adriana Toledo

Diante de incertezas e acasos, o ser humano tenta encontrar uma explicação para fatos à primeira vista inexplicáveis. E um deles é a existência de doenças autoimunes. Os cientistas ainda tateiam em busca de motivos pelos quais nossas próprias defesas passariam a encarar o organismo como um adversário em um campo de batalha. A herança genética, é quase certo, tem parcela de culpa nesse desatino do sistema imunológico. Até aí, não há mesmo o que fazer. O curioso é que muita gente, apesar da predisposição, passa a vida toda sem experimentar essa reação masoquista dos guardiões do corpo. “Isso é o maior sinal de que fatores ambientais atuariam como estopins importantes para a autoagressão”, opina o reumatologista Luis Eduardo Andrade, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pesquisadores dos quatro cantos do globo querem decifrar quais seriam esses gatilhos.

Um grupo do National Institute of Environmental Health Sciences, nos Estados Unidos, investigou o impacto dos raios ultravioleta do sol nos autoataques do corpo. Eles analisaram 380 pacientes diagnosticados com uma doença autoimune que acomete a pele, a dermatomiosite. Colheram amostras de sangue e verificaram a presença de um anticorpo específico, associado à exposição excessiva ao sol. “Confirmamos que a radiação altera o DNA das células cutâneas, o que aumenta, sobretudo nas mulheres, o risco de o organismo enxergá-las como estranhas, desencadeando o problema”, revela Frederick Miller, o autor do estudo.

Outra descoberta vem da Universidade da Califórnia, também nos Estados Unidos. Ali, os investigadores alteraram ratos, retirando de seus macrófagos — integrantes do sistema imune — uma proteína chamada TLR4. Depois, alimentaram os animais com uma dieta gordurosa, até que atingissem a faixa do sobrepeso. Ao contrário das cobaias normais, as modificadas não apresentaram inflamações nem resistência à insulina — reações esperadas quando se engorda demais. Ou seja, seria a tal proteína que ativaria a resposta imune à gordura. “Esse resultado é instigante, mas precisamos de mais estudos”, diz a reumatologista Maria Helena Kiss, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Recentemente na Suíça, na última reunião da Liga Europeia contra o Reumatismo — mal também causado pelas defesas do corpo —, os especialistas identificaram outras faíscas que fariam o sistema imunológico pegar fogo. “Parece que o cigarro e o consumo excessivo de café são capazes de tirá-lo do prumo”, revela a reumatologista Evelyn Goldenberg, da Unifesp. O estresse, as infecções sucessivas e até as pílulas anticoncepcionais completam a lista de suspeitos. Quanto mais cedo forem detectados o reumatismo e outras encrencas autoimunes, menores os riscos de complicação grave. “Febre, sensação de fadiga, manchas avermelhadas na pele e dor nas articulações nunca devem ser subestimados”, avisa Maria Helena Kiss. Infelizmente, ainda não existe uma cura definitiva para esses males. O que se consegue, com os recursos modernos, é minimizar seus estragos e proporcionar maior bem-estar.



Conheça, a seguir, o que é possível fazer nas principais enfermidades provocadas pelo sistema imunológico.



Lúpus eritematoso sistêmico

Entre todos os problemas autoimunes, é a disfunção mais temida porque, não raro, atinge órgãos vitais, como os rins, os pulmões, o cérebro e o coração, além da pele. “Acreditamos que a alta exposição aos raios ultravioleta e o uso de contraceptivos orais tornem o indivíduo mais suscetível ao lúpus”, avisa a imunologista Myrtes Toledo Barros, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Por isso, protetor solar nunca é demais. E por isso também mulheres com histórico familiar da doença devem fazer uso de anticoncepcionais de baixa dosagem. A opção mais branda para contornar o lúpus são os anti-inflamatórios. Para as crises mais intensas, são prescritos corticoides, que, embora sejam mais eficazes contra a inflamação, provocam efeitos colaterais como obesidade e diabete. “Quando necessário, apelamos para drogas como o metrotexato e a cloroquina, que modulam a resposta imunológica, e para os imunossupressores, que, como o próprio nome sugere, reduzem a atividade do sistema de defesa”, explica Myrtes Barros. A questão é que esses últimos medicamentos baixam a guarda do organismo, deixando-o à mercê de infecções oportunistas. Quando nada disso resolve, ainda é possível lançar mão de uma classe de remédios classificados como anticorpos monoclonais. “Eles agem em alvos específicos, reduzindo reações indesejáveis. No caso do lúpus, o objetivo é bloquear o TNF-alfa, substância inflamatória produzida pelas células imunes”, ensina Luis Eduardo Andrade. Artrite reumatoide Essa doença inflamatória crônica geralmente acomete as cartilagens e ossos das pequenas e médias articulações, como mãos e punhos. “Mais raramente, pode prejudicar outros órgãos, como os pulmões”, alerta Evelyn Goldenberg. Outra forte razão para não negligenciar o problema acaba de ser discutida na Liga Europeia contra o Reumatismo. “Quando não controlada, a inflamação pode afetar as artérias, aumentando o risco de doença cardiovascular”, conta Evelyn. Além dos anti-inflamatórios, dos corticoides e dos imunossupressores, os médicos têm observado excelentes resultados com as drogas biológicas influxumabe e etarnecept, que impedem a ação nociva do TNF-alfa nas articulações.



Tireóide de hashimoto

Aqui o alvo é a tireoide, glândula responsável por produzir hormônios fundamentais para o bom funcionamento do organismo. “No caso, os linfócitos produzem anticorpos contra as células tireoidianas e as destroem aos poucos”, explica o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo. “A vítima, então, começa a enfrentar ressecamento da pele e dos cabelos, depressão, fadiga, ganho de peso, constipação intestinal e, no caso das mulheres, alterações do ciclo menstrual”, continua. Hoje, o foco do tratamento não é conter a agressão à tireoide. “O principal é fazer a reposição do hormônio levotiroxina, que ela deixa de produzir naturalmente”, diz Pedrinola.



Diabete tipo 1

Ele ocorre quando os anticorpos se voltam contra as chamadas células beta do pâncreas, as responsáveis por fabricar insulina, aquele hormônio que converte açúcar em energia. “Sede e urina excessivas, mal-estar geral, perda de peso e fadiga são algumas manifestações do problema”, lista Filippo Pedrinola. A única saída é a reposição de insulina sintética. “No futuro, a esperança é o implante de células do pâncreas no fígado do paciente, método que ainda está em fase experimental”, antecipa.



Psoríase

As vítimas dessa doença são as proteínas das células da epiderme e da derme — duas camadas mais superficiais da pele. “A lesão se manifesta em forma de manchas vermelhas e descamativas, que normalmente acometem as áreas articulares, como joelho e cotovelo, e o couro cabeludo. Para amenizar o incômodo, o metrotexato, os corticoides tópicos e imunossupressores costumam ser bastante utilizados. Os bloqueadores de TNF-alfa também são uma opção interessante, já que essa substância inflamatória é característica da doença. “Curiosamente, ao contrário do lúpus, o sol costuma ser benéfico no quadro de psoríase”, afirma Maria Helena Kiss.



Doença celíaca

“Em vez de mirar em um tecido do corpo, aqui o sistema imunológico descontrolado reage contra a gliadina, uma proteína presente no trigo, no centeio e na cevada”, descreve Myrtes Barros. Ou seja, basta comer um pãozinho para que a intolerância dê as caras, levando a diarreia, vômito, mal-estar e, consequentemente, a anemia e lesão da mucosa intestinal. O jeito é eliminar os causadores da reação do cardápio e optar por derivados de milho e mandioca. Boa notícia: vacinas e medicamentos para controlar a sensibilidade no intestino estão sendo testados no exterior.



Fonte:Revista Saúde



Cuide-se!

Bronye

sábado, 3 de abril de 2010

Ração humana

Por que consumir?

Uma mistura de alimentos nobres,como a linhaça,aveia,trigo e a quinua,foi elaborada pela terapeuta natural Lica Takagui,para assegurar a sua saúde e de seu filho,que estava a caminho,com a supervisão do nutricionista Daniel Boarim,criando assim a ração humana,hoje principal produto comercializado pela empresa que ela fundou a Takinutri.A demanda pelo suplemento não parou de crescer.Já é possível uma versão light,com ingredientes modificados para gestantes e diabéticos.Quem mais está buscando por essa ração é com foco principal de perder peso,pois possui uma densidade calórica baixa e promove a sensação de saciedade,no entanto de acordo com Boarim,deve ser usada para melhorar a saúde.A mistura é rica em zinco,selênio,vitaminas do complexo B e prncipalmente fibras.
A ração humana melhora o funcionamento do intestino,reduz níveis de colesterol,e dá uma dose extra de energia,ajuda a proteger o corpo de uma série de doenças.Esses efeitos ainda não foram cientificamente avaliados,mas já tem gente interessada em pesquisá-los no laboratório.Consumir 2 colheres de sopa da farinha por dia equivale a 80 calorias.

Quando fechada a embalagem,de acordo com os donos da fórmula,Takinutri,o prazo é de até dois anos,depois de abrir ,o período cai para dois meses. Muito cuidado com as imitações.Se você preferir triturar os ingredientes em casa,prefira consumir na hora,ou considere um prazo de quinze dias,mesmo na geladeira.
Para emagrecer,Lica sugere bater a mistura com suco de frutas e tomar no café da manhã.
O uso indiscriminado,sem orientação de um profissional deve ser considerado.Na verdade não há contraindicações para pessoas saudáveis,a não ser uma "dor de barriga"caso ultrapasse a quantidade diária sugerida.Quem tem problemas intestinais ou fez alguma cirurgia de intestino deve ter cuidado.Sem a devida prescrição, o pó de cereais pode ,inclusive engordar.Além do suplemento ,os cuidados alimentares diários,para que o mesmo faça o efeito desejado,bem como consumir água durante o dia,diversas receitas co ingredientes variados,caso contrário a ração humana pode provocar uma constipação,pondera a nutricionista Silvia Papini,da USP.

Cuide-se!
Bronye

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Light ou diet?

Muito se fala sobre alimentos diet e light,mas qual a melhor opção?

O termo DIET pode ser usado em alimentos com restrição de nutrientes,que está no grupo proteínas,carboidratos ,gorduras e sódio,bem como alimentos com ingestão controlada (controle de peso ou açucares).Por exemplo:o refrigerante diet não pode conter açúcar.Os alimentos restritos em carboidratos e gorduras podem ter adição de no máximo 0,5 g por 100 gramas ou 100 ml do produto.Os restirtos em proteínas devem ser isentos desse nutriente.Porém mesmo que o alimento seja isento de certo nutriente não significa que ele tenha redução siognificativa de calorias.Podemos citar os chocolates diet,que não contém açúcar,mas seu valor calórico é muito próximo ao chocolate tradicional,isso deve-se ao fato de adicionar mais gordura em sua fórmula para manter as características de textura,paladar.
O chocolate diet é indicado para pessoas portadoras de diabetes,mas não para quem deseja emagrecer.

O termo LIGHT é usado para alimentos que possuem redução de 25 % em determinado nutriente ou calorias quando comparado ao alimento convencional.Quando há uma diminuição no teor de algum nutriente(proteína,carboidrato,gordura).No caso de redução do sódio(não energético)como por exemplo no sal light,não irá interferir na quantidade de calorias do alimento.Portanto,a quantidade pemitida para o consumo do alimento não deve ser aumentada pois nem sempre ele apresenta baixas calorias.
Normalmente as pessoas associam a ideia de produto light à estética e não a uma disfunção de saúde.

Cuide-se !
Com carinho,
Bronye