quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Chegada do Pulmão gigante

Porto Alegre aguarda chegada do Pulmão Gigante
12.10.10 - 10:40



Exposição estará na capital gaúcha entre os dias 14 e 17 de outubro, revelando à população todos os detalhes deste importante órgão



O Tour Pelo Pulmão chega finalmente a Porto Alegre, após meses excursionando pelo país. A exposição do inflável de 190 m2, que reproduz em detalhes o pulmão humano, é promovida pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).




“O nosso objetivo em Porto Alegre é informar a população sobre a importância e os cuidados que devemos ter com nosso pulmão. Que respirar, e respirar bem, é essencial”, afirma dr. Marcelo Tadday Rodrigues, diretor-administrativo da regional.




O Tour Pelo Pulmão já passou por São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE), São Luis (MA), Fortaleza (CE) e Vitória (ES) e ainda deve seguir para e Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Cuiabá (MT) e Belém (PA).



A iniciativa faz parte do projeto Ano do Pulmão 2010, que reúne sociedades médicas de diversos países em prol da saúde respiratória, alertando a população para as diversas doenças relacionadas ao pulmão e ao sistema respiratório, e destacando a importância do diagnóstico precoce, medidas preventivas e as principais áreas de atuação do médico pneumologista.



Os eventos relacionados ao Ano do Pulmão também pretendem chamar a atenção globalmente para a importância do pulmão na tentativa de reduzir a morbidade e mortalidade por doenças respiratórias.



“Por uma feliz coincidência, o dia 14 de outubro, primeiro dia do Pulmão em Porto Alegre, é também o Dia Mundial da Espirometria, e estaremos informando e realizando exames na população nesse dia, reforçando a importância do teste no diagnóstico e acompanhamento das doenças respiratórias” ressalta dr. Marcelo.




O Tour



Durante o tour pelo pulmão, após entrar pela grande traqueia, os visitantes poderão conhecer todas as particularidades do órgão, assim como os principais problemas que o atingem, todos eles da alçada do médico pneumologista.



As visitas são monitoradas por médicos pneumologistas que estarão disponíveis para esclarecer as dúvidas e dar as orientações sobre as diversas doenças que atingem o Pulmão e como fazer para preveni-las.



Após entrar pela traqueia, o visitante passa pelas salas da tuberculose, asma, DPOC e doença intersticial. Ao atravessar um túnel de acesso, o chega ao segundo pulmão, no qual recebe informações nas salas de câncer, pneumonia e tabagismo.




“Queremos oferecer à população informações sobre as características de todos estes males que atingem a saúde respiratória, abordando os principais fatores de risco, prevenção, detecção e a importância do início precoce do tratamento, qualquer que seja a patologia, de maneira lúdica, de modo a chamar a atenção e conscientizar desde as crianças até os mais experientes”, afirma a dra. Jussara Fiterman, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.




Tabagismo



Uma das mais importantes metas do Pulmão Gigante é alertar a população para os males do tabagismo.




Entre as informações oferecidas aos visitantes, ele saberá que o fumo é a principal causa de doenças crônicas pulmonares, visto que 50% das pessoas que fumam terão algum problema pulmonar.



De acordo com a dra Jussara Fiterman , “os visitantes terão informações sobre a relação do tabagismo, tanto ativo como passivo, com as principais doenças respiratórias, e especialmente com o câncer de pulmão”.



Aqueles que desejam abandonar o cigarro e/ou auxiliar amigos e familiares nesta dura batalha, receberão dicas e outras informações importantes para a cessação do tabaco.







Exposição Pulmão Gigante


Data: de 14 a 17 de outubro

Endereço: Parque Farroupilha - Porto Alegre/RS

Horário: 9h às 17h

Informações: 0800 61 6218


Fonte:Clóvis Duarte
http://www.camera2.com.br/

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Bico de papagaio,o que é?

Conhecida popularmente por bico de papagaio, a osteofitose é uma formação óssea anormal muito frequente, produzida na proximidade das articulações das vértebras. O problema é responsável por dores fortes na região afetada e limitações de movimentos. Atinge, em sua maioria, pessoas acima de 50 anos.

Cuide da postura e alivie dores no corpo

"O bico de papagaio é uma formação óssea do organismo para absorver melhor a sobrecarga da articulação", comenta o ortopedista Lafayette Lage. Segundo o médico, toda vez que uma articulação sofre sobrecarga por excesso de peso ou por má postura, a superfície articular aumenta para diminuir a pressão sobre o joelho, por exemplo.

Esse aumento resulta em uma formação óssea que, em exames de raio-X, se assemelha ao formato de um bico (daí o nome bico de papagaio). Essas articulações deformadas são o resultado de uma ausência completa da cartilagem que funciona como amortecedor entre os ossos. Com o tempo, isso gera más formações que podem ser visíveis ou palpáveis. "A presença de bico de papagaio significa a presença de uma artrose", comenta Lage.

Segundo a especialista em quiropraxia Melina Borguetti, o bico de papagaio é o responsável por dores fortes e incômodo. "A deformação óssea pode reduzir os movimentos das articulações, gerar desequilíbrio na distribuição do peso e sobrecarga na coluna, deixando articulações, tendões e ligamentos sob tensão excessiva, causando muita dor", comenta.

Sedentarismo, má postura, falta de cuidados com a coluna e sobrepeso são as causas mais comuns do bico de papagaio. No entanto, pessoas que sofreram fratura e ficaram com a articulação desalinhada são sérias candidatas a desenvolverem o problema. "Cuidar da postura é fundamental. Dormir de bruços, por exemplo, é errado e pode causar o bico de papagaio", alerta Lage.

A osteofitose, que geralmente afeta pessoas com mais de 50 anos, se tratada corretamente e a tempo pode ter queda significativa nas dores e melhora na capacidade funcional e na qualidade de vida do paciente. "O tratamento pede uma readaptação postural, para que o quadro não avance e para que a pessoa não sinta mais dor. Mas não tem como recuperar a cartilagem perdida", comenta Melina.

Possíveis causas do bico de papagaio:
- Falta de cuidados com a postura
- Fatores genéticos
- Má postura
- Sedentarismo
- Sobrepeso

Saiba prevenir:
- Evite ficar muito acima do seu peso ideal
- Exercite-se
- Mantenha uma postura adequada

Serviço:
Lafayette Lage - ortopedista
www.clinicalage.com.br

Cuide-se!
Bronye

sábado, 9 de outubro de 2010

Benefícios ou não do café ,capuccino,com leite,chocolate

Compare o café expresso com o capuccino, o chocolate, e o café com leite

As quantidades comparadas referem-se a 50 mililitros (ou 1 xícara de café) de cada bebida pronta
Por Adriana Toledo -Revista Saúde

1- Olha a cafeína!
Além de dar aquele ânimo espantando a fadiga, alguns estudos provam que ela ativa regiões do cérebro que beneficiam a concentração, o planejamento e a execução de tarefas mentais. Nesse quesito, o café expresso tem larga vantagem sobre os demais.

• Expresso 100 miligramas
• Café com leite 50 miligramas
• Capuccino 40 miligramas**
• Chocolate de 2,9 a 4,3 miligramas

2 - Ossos fortes
Ponto para o chocolate! É ele que contém mais cálcio, fundamental na composição dos ossos. O nutriente também participa da coagulação sangüínea e é ótimo na prevenção de cáries, cãibra e raquitismo.

• Chocolate com leite 40,1 miligramas
• Café com leite 30 miligramas
• Capuccino 18,3 miligramas**
• Café expresso 2,9 miligramas

3 - Olho vivo nas gorduras
Pouca gente sabe, mas elas existem, sim, até no café. No caso, a culpa é de duas substâncias, o cafestol e o kahweol, que, além de tudo, contribuem para o aumento do colesterol ruim, grande responsável por problemas cardíacos.

• Café expresso 0,09 grama
• Capuccino 0,7 grama**
• Café com leite 1,63 grama
• Chocolate 1,7 grama

4 - E as calorias?
Se você precisa controlar o peso, o melhor é optar pelo café expresso, que tem pouquíssimas calorias. O capuccino e o café com leite, que em excesso podem comprometer a dieta, estão quase empatados. Já o chocolate é o que mais engorda.

• Café expresso 3,3 calorias*
• Capuccino 14,1 calorias* **
• Café com leite 16,3 calorias*
• Chocolate com leite 28 calorias*

5 - Mais energia
De novo é o chocolate que sai na frente por ter a maior quantidade de carboidratos. Além de aumentar o pique, esse nutriente dispara sensações de prazer, já que se relaciona à serotonina, o hormônio do bem-estar. O último colocado nesse aspecto é o café expresso.

• Chocolate 3 gramas
• Capuccino 1,5 grama**
• Café com leite 1,4 grama
• Café expresso 0,6 grama

6 - Uma pitada de sódio
Ele equilibra os líquidos do organismo e previne fadiga, hipotensão e diarréia. Quem tem pressão normal pode consumir até 5 gramas por dia. Hipertensos, porém, não devem ultrapassar os 2. O chocolate é o mais rico nesse mineral.

• Café expresso 0 miligrama
• Capuccino 7,1 miligramas**
• Café com leite 11,8 miligramas
• Chocolate 15,7 miligramas

7 - Um pouquinho de proteína
Embora, cá entre nós, nenhum dos itens seja grande fonte protéica, o chocolate sai na frente.

• Chocolate 1,4 grama
• Café com leite 0,9 grama
• Capuccino 0,8 grama**
• Expresso 0,2 grama

*sem adição de açúcar
** com leite em pó


Fonte: Graciette Breuer Rudas, nutricionista especialista em café da Casa Santa Luzia, em São Paulo; Anna Christina Castilho, nutricionista do Instituto de Metabolismo e Nutrição, em São Paulo; Rosana Perin Costa, gerente de nutrição do Hospital do Coração, em São Paulo.

Cuide-se !
Bronye

sábado, 2 de outubro de 2010

Síndrome de Marfan

Válvula Mitral

A válvula mitral encontra-se localizada entre o ventrículo e o átrio esquerdos e sua função é deixar passar adiante o sangue na direção do ventrículo esquerdo e não permitir seu retorno ou refluxo ao átrio.
Na Síndrome de Marfan, a válvula mitral, freqüentemente, se apresenta alterada, espessada, redundante e com prolapso de parte dela para o interior do átrio esquerdo. Este prolapso pode levar a disfunção importante da válvula com vazamento ou refluxo significativos. Estas alterações são avaliadas através do exame clinico e do ecocardiograma, e também são passiveis de correção cirúrgica. Uma possível complicação do prolapso valvar mitral é a endocardite, ou seja, a infecção bacteriana da própria válvula mitral, motivo pelo que se recomenda a profilaxia para endocardite através da administração de antibióticos antes de qualquer procedimento médico como uma extração dentária ou uma cirurgia.

Veja os cuidados com os dentes que você deve ter:

Cuidados dentais

Cuidados dentais Os estudos com relação a odontologia e a Síndrome de Marfan ainda estão em andamento.

Há evidências de que os portadores da Síndrome de Marfan são mais suscetíveis a cáries e doença periodontal. O tecido conjuntivo é afetado, provocando alterações na arcada e no palato. Isso afeta diretamente os dentes e suas funções.

O palato (região do céu da boca) em forma de V, provoca apinhamento dental, mordida cruzada e, comumente, desvio do alinhamento normal. Há maior ocorrência de maloclusão classe II.

Os portadores da síndrome de Marfan têm as maxilas estreitas e palato em formato de ogiva. Estes formatos podem criar problemas dentais e ortodônticos. Para uma eficaz correção dos dentes, você deve informar ao dentista que seu filho é portador da síndrome.

Os pacientes com prolapso da válvula mitral e/ou válvulas artificiais de coração estão em risco de contrair endocardite(infecção do coração e das válvulas do coração) ao fazer cirurgias dentais. Antes de qualquer procedimento cirúrgico, o médico ou dentista devem ser informados, caso você seja portador da síndrome de Marfan. Assim, você será medicado corretamente. Existem tratamentos profiláticos para endocardite.

Todos os portadores da síndrome devem ter uma correta higiene bucal diária para evitar complicações quanto a endocardite. Os cuidados na prevenção são essenciais no tratamento odontológico.

Um desses cuidados é a antibioticoterapia profilática (tomar antibiótico antes do tratamento odontológico). Cirurgião-Dentista e Cardiologista devem trabalhar em conjunto. É muito importante realizar o maior número possível de intervenções por visita ao consultório a fim de diminuir a ingestão de antibióticos.

A prevenção de cárie e doença periodontal torna-se primordial, desde a boa escovação, uso de fio dental, bochechos com flúor e a troca freqüente de escovas. Isso porque as bactérias se alojam na escova, tornando risco de infecção gengival e até mesmo endocardite.

Tenha em mente que, embora o portador da Síndrome de Marfan necessite de cuidados especiais, nada impossibilita o tratamento odontológico.


Embora raros, nos casos pode haver também problemas de mal funcionamento na vávula tricúspide e pulmonar

Síndrome de Marfan

Tudo sobre Marfan > Fibrilina

Fibrilina

Quando a fibrilina está deficiente os ligamentos e as artérias tornam-se flácidos. A flacidez nos ligamentos articulares leva a hipermobilidade articular e a uma perda na contenção do crescimento dos ossos. Desta forma, eles crescem demais e deformam-se. Por sua vez, o ligamento de sustentação do cristalino frágil leva à mobilidade da lente (subluxação) podendo até se romper (luxação). No coração, o sangue que sai com muita força a cada batimento cardíaco é ejetado diretamente na aorta e esta vai se dilatando e pode até chegar a romper-se.

Através de técnicas de pesquisa do DNA em famílias chegou-se à conclusão de que o gene que fabricava a fibrilina estava localizado no cromossomo 15 e posteriormente, em 1993, uma pesquisadora brasileira, Dra. Lygia Pereira, conseguiu obter toda a seqüência do gene e dar o nome de fibrilina-1 (FBN-1).


Este gene é muito longo, constituído por 65 seqüências codificadoras chamadas éxons. Desde esta data, foram identificadas mais de 200 mutações diferentes entre elas as relatadas por um estudo brasileiro concluído em 1997 pela Dra. Ana Beatriz A. Perez. Apesar dos esforços pouco se descobriu sobre a correlação entre as diferentes mutações e as manifestações clínicas. Até o momento sabe-se que mutações no meio do gene causam uma forma da doença muito grave, chamada até de letal porque a criança já nasce com dilatação da aorta e demais características. Na região final do gene as mutações parecem correlacionar-se com quadros clínicos leves. Além disso, as mutações são quase sempre exclusivas de uma determinada família.

O estudo do gene permitiu também aos pesquisadores a constatação de que quadros parecidos e muitas vezes caracterizados por uma única manifestação clínica apresentavam mutação no gene fibrilina-1. Nesse momento nasceu o conceito das “fibrilinopatias”, ou seja, doenças causadas por mutações no gene fibrilina-1, que podem ter uma combinação diferente dos sintomas da Síndrome de Marfan clássica assim como estar associadas com manifestações menos comuns ou não relacionadas a princípio.

A análise molecular do gene ainda é difícil, uma vez que seqüenciar ou ler o gene todo é muito trabalhoso, demorado e caro. Ao mesmo tempo, os métodos de identificação de suspeita de mutação mais comuns identificam aproximadamente 20% das mutações e métodos como o dHPLC são muito caros e de difícil acesso.
Se você quiser participar da pesquisa clínica sobre a Síndrome de Marfan,vou passar o endereço .
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Síndrome de Marfan




Onde a síndrome afeta >Alterações Cardiovasculares > A Aorta














A Aorta
A artéria aorta é a maior e principal artéria que sai do coração. Ela conduz o sangue oxigenado para o resto do organismo e com este fim a aorta recebe com cada batimento cardíaco o fluxo sanguíneo proveniente do coração.

No curso da vida a aorta deve acompanhar o crescimento do individuo. Acontece que, na Síndrome de Marfan, devido ao esforço constante a que ela e submetida e a debilidade da parede aórtica decorrente do defeito na fibrilina, a largura da aorta, especialmente na porção inicial pode apresentar um crescimento excessivo, predispondo a várias complicações potencialmente graves, como a dissecção aórtica ou a insuficiência da válvula aórtica (a válvula aórtica forma parte da porção inicial da artéria aorta). Estas alterações aparecem mais freqüentemente a partir da terceira década de vida, porém, podem ocorrer mais precocemente. Eventualmente os pacientes portadores da Síndrome de Marfan necessitam da correção cirúrgica destas complicações. Por este motivo, se não existe contra-indicação, todos os pacientes portadores da Síndrome de Marfan devem receber medicação para diminuir a freqüência e a força dos batimentos cardíacos, no caso, são utilizados os betabloqueadores tais como o atenolol ou propranolol.


Embora raros, nos casos pode haver também problemas de mal funcionamento na vávula tricúspide e pulmonar

Junto com as limitações de ordem ortopédica, as alterações na aorta constituem-se motivos pelos que a prática de exercícios físicos competitivos é desaconselhada para todos pacientes portadores da Síndrome de Marfan.
Cuide-se!
Bronye

Síndrome de Marfan

A Síndrome de Marfan é uma doença do tecido conjuntivo descrita por um pediatra francês, Antoine Bernard-Jean Marfan, em 1896. Com este primeiro relato e outros subsequentes, ficou estabelecido que se tratava de uma doença genética com transmissão autossômica dominante, com expressividade variável intra e inter familial, sem predileção por raça ou sexo, que mostra uma prevalência de 1/10.000 indivíduos. Aproximadamente 30% dos casos são esporádicos e o restante familiar.

Em outras palavras, sabemos que a doença é genética porque podem existir várias pessoas afetadas na família e denomina-se autossômica dominante porque apenas uma mutação em um dos alelos é necessária para ocorrerem as manifestações clínicas. Todos nós temos 46 cromossomos (o conjunto de material genético), ou seja, 23 pares de cromossomos, um herdado da mãe e o outro do pai. Esses pares de cromossomos são iguais e os genes ocupam sempre o mesmo lugar em ambos. Cada gene que ocupa o mesmo lugar é chamado de alelo. Assim, uma mutação (alteração no código genético) em apenas um dos alelos é necessária para observarmos as características clínicas em uma doença autossômica dominante. Esta mutação pode ter sido herdada, e então ou o pai ou a mãe deve ter manifestações clínicas também, ou ter acontecido pela primeira vez, à qual chamamos de mutação nova. Uma vez portador da mutação e das características clínicas a chance de transmiti-la para os filhos é de 50%.

A Síndrome de Marfan tem um quadro clínico muito variado observado em uma mesma família e em famílias diferentes. A este fato chamamos de expressividade variável e ele é importante porque nem sempre um indivíduo afetado tem todas as características clínicas. Por isso é necessário examinar cuidadosamente os pais e os familiares próximos. Da mesma forma que um indivíduo discretamente afetado pode vir a ter um filho muito acometido, ou vice-versa.

As principais manifestações clínicas da doença concentram-se em três sistemas principais: o esquelético, caracterizado por estatura elevada, escoliose, braços e mãos alongadas e deformidade torácica; o cardíaco, caracterizado por prolapso de válvula mitral e dilatação da aorta; e o ocular, caracterizado por miopia e luxação do cristalino. A essa possibilidade de atingir órgãos tão diferentes denomina-se pleiotropia.

Sabendo que um determinado gene seria o responsável por estas manifestações clínicas e que um gene sempre comanda a fabricação de uma proteína, os pesquisadores se concentraram em descobrir que proteína seria comum aos ossos, olhos e coração, e no final dos anos 80 descobriram a existência de uma proteína chamada fibrilina, que faz parte do tecido de sustentação dos órgãos. Ela está presente em grande quantidade nos ligamentos que unem os ossos nas articulações e seguram as lentes dos olhos, chamadas de cristalino, assim como na camada interna das artérias, principalmente da maior artéria do corpo humano, chamada de aorta.

Entre pessoas famosas, acredita-se que tinham a síndrome Júlio César, Charles de Gaulle, Sergei Rachmaninoff, Maria I da Escócia, Abraham Lincoln, o violinista Niccolò Paganini e possivelmente Charles Maurice de Talleyrand. Um livro recente sugere que o faraó egípcio Amenófis IV (Akhenaton) pode ter tido esta condição. Alega-se que a colunista política norte-americana Ann Coulter sofre da Síndrome de Marfan. Rumores dizem que Osama bin Laden também tem a Síndrome. [1] [2]

O astro do vôlei Flo Hyman, conhecido por ter Marfan, e o compositor de musicais Jonathan Larson, que acredita-se que também tinha a Síndrome, morreram de dissecção de aorta. O ator Brent Collins, da série de televisão Another World, era um anão com Síndrome de Marfan; aos 46 anos de idade, ele teve um repentino crescimento, o que o levou à morte. O ator Vincent Schiavelli possuía a Síndrome de Marfan, e era um membro honorário da National Marfan Foundation [3].

No Brasil, já existe a Fundação Marfan Brasil que tem ajudado no avanço das pesquisas sobre a Síndrome de Marfan.



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